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Canto do Cansaço: Por uma Escatologia do Esgotamento
Este ensaio começa onde todos os outros terminaram. Ele não pretende demonstrar, provar ou convencer. Ele quer, antes, cantar: cantar o cansaço, esse estado que a modernidade aprendeu a medicar, a negar, a acelerar. Mas o cansaço de que falamos não é a fadiga que se resolve com uma noite de sono. É um cansaço mais fundo, daquelas camadas da alma onde as certezas já não sustentam, onde as perguntas já não encontram respostas, onde o próprio impulso de continuar parece ter se e
há 40 minutos24 min de leitura


O Arquiteto das Sombras: Uma Fenomenologia Urbana
Era a terceira semana desde que abandonara o projeto do Museu de Arte Contemporânea após a reunião que selaria seu destino profissional. "Ausência de contrastes", murmurou, folheando compulsivamente as margens anotadas do Ser e Tempo que devorava durante suas insônias. Cada página trazia rabiscos febris de sua própria letra: "A técnica moderna revela o ente como fundo disponível", "O ser-no-mundo não é espacial, é espacializante", "A angústia desvela o nada"
21 de set. de 20257 min de leitura
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