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Filosofia da Linguagem e Estética L


O Que Eu Faço Com o Que Eu Não Sei?
Fazer com o não-saber feminino, com esse não-saber específico que é ao mesmo tempo condição universal e posição histórica particular, inclui, portanto, fazer com o silêncio herdado: reconhecê-lo não como vazio, mas como reserva; encontrar nele não a ausência de saber mas a presença de um saber que aguarda forma; e dar-lhe, quando possível e ao preço necessário, a forma que lhe foi negada.
26 de jul.17 min de leitura


O Que Eu Faço Com o Que Eu Não Sei?
O mais comum é tratar o não-saber abissal como se fosse ignorância, como se a questão "quem sou eu?" pudesse ser resolvida com mais informação sobre si mesmo, com mais terapia, com mais leitura, com mais autoconhecimento acumulado como se acumula dados em um banco. Essa é a ilusão que sustenta boa parte da indústria contemporânea do desenvolvimento pessoal: a ideia de que o autodesconhecimento é um problema que se resolve, e que o instrumento de solução é a introspecção siste
14 de jun.15 min de leitura


Ensaio - Por um Vocabulário Poético Autônomo: Perspectivas Interdisciplinares sobre a Construção de Objetos Ideais para as Necessidades Poéticas
Este ensaio examina uma perspectiva radical: a construção de um vocabulário poético verdadeiramente autônomo, constituído por "objetos ideais criados por convenção e destinados às necessidades poéticas". Tal vocabulário não seria parasitário da linguagem comum, mas um sistema semiológico independente, com regras e finalidades estéticas próprias. A originalidade reside na postulação de signos que não visam representar o mundo, mas constituí-lo no ato poético.
30 de ago. de 202529 min de leitura
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