A Fé é uma estátua de barro cozido no forno da alma. A Saudade é um baú de cedro com ferragens de bronze. Esperar é um verbo que se estica no tempo, é fio. Mas a esperança — ah, a esperança é o novelo inteiro, compacto e mudo, ocupando um lugar no espaço da alma. Não se esperança. Tem-se esperança. Como se tem um osso. Como se tem uma pedra preciosa que não brilha. É um ter. E nesse ter há uma posse tão íntima que beira a violência. A coisa esperança adere à carne interior, c