Não acreditamos na dicotomia. O espírito recusa-se a conceber espírito sem corpo. A alma é uma invenção do colonizador para negar o ventre. O abstrato é o exílio. A carne é o território.
O grande pecado da metafísica é a fome de eternidade. Ela quer o imutável, o absoluto, o puro. Nós celebramos a podridão, a fermentação, a transformação. A verdade não está na estátua de mármore, mas no fruto caindo da árvore e se tornando terra.