O corpo não é o lugar onde o não-saber ocorre. É o lugar onde o não-saber é: onde ele tem endereço, temperatura, peso. O arc intentionnel de Merleau-Ponty o projeta antes da mente pensar. O quiasma o tece entre o sujeito e o mundo antes de a linguagem separar os dois. A ressonância vivida de Minkowski o mantém vibrando antes de se tornar representação. Os poemas de Herberto Helder e de Adélia Prado o capturam no instante em que ainda não decidiu o que é.