A atenção, hoje, é quase sempre entendida como foco: concentração de energia psíquica sobre um objeto com vistas a extrair dele o máximo de informação no mínimo de tempo. É o que se treina nas escolas, o que se cobra nas empresas, o que se gere com aplicativos de produtividade. Essa atenção é essencialmente predatória: ela vai ao objeto para retirar algo dele; ela termina quando a extração está completa; ela é bem-sucedida quando transforma o não-saber em saber administrável.