Leopold Bloom, corretor de anúncios, judeu irlandês de pai húngaro, é ao mesmo tempo Ulisses e Abraão: o grego que volta para casa e o judeu errante. Joyce disse a Frank Budgen que via Ulisses como o homem completo da literatura, e escolheu Bloom para encarná-lo (BUDGEN, 1934). Não é a dignidade do mito conferida a uma época fútil, como queria Eliot. É a descoberta de que o ordinário já era épico.