O mais comum é tratar o não-saber abissal como se fosse ignorância, como se a questão "quem sou eu?" pudesse ser resolvida com mais informação sobre si mesmo, com mais terapia, com mais leitura, com mais autoconhecimento acumulado como se acumula dados em um banco. Essa é a ilusão que sustenta boa parte da indústria contemporânea do desenvolvimento pessoal: a ideia de que o autodesconhecimento é um problema que se resolve, e que o instrumento de solução é a introspecção siste