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Escrita Criativa


Metafísica do Vulto
Toda noite é a mesma coisa. Por volta das três da madrugada, acordo com a certeza de que há alguém no corredor. Não ouço passos, não vejo nada além da silhueta escura contra a penumbra do fim do corredor, mas a certeza é absoluta. É um vulto.
há 11 horas8 min de leitura


O Que Eu Faço Com o Que Eu Não Sei?
A escrita nasce do não-saber. Não apesar do não-saber, não depois de o não-saber ter sido resolvido, não como veículo de um saber que já existia antes dela: a escrita nasce do não-saber, como os rios nascem das montanhas: por excesso de pressão que precisa de saída, por acumulação que ultrapassa a contenção, por uma força que vem de um lugar que ninguém escolheu e que se move numa direção que só se conhece depois de ter percorrido.
5 de jul.18 min de leitura
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