top of page


O Que Eu Faço Com o Que Eu Não Sei?
A pergunta está intacta. Dez passagens não a responderam, e não poderiam, porque ela não é do tipo que se responde. Ela é do tipo que se torna cada vez mais necessária à medida que se a habita: quanto mais se percorre o não-saber, mais clara se torna a pergunta que ele exige, mais precisa a formulação que Clarice encontrou com sete palavras que nenhum sistema filosófico elaborado produziu com a mesma economia e a mesma profundidade.
há 1 dia16 min de leitura


O Que Eu Faço Com o Que Eu Não Sei?
Há perguntas que inauguram métodos. Há perguntas que encerram disputas. Há perguntas que se disfarçam de perguntas e são, na verdade, afirmações vestidas de interrogação — a retórica, como Michelstaedter soube, sempre preferiu a pergunta que já contém sua resposta ao risco de uma pergunta verdadeira. E há, por fim, um outro tipo de pergunta: aquela que não espera resposta porque é ela mesma o lugar onde o sujeito se instala, onde a linguagem chega ao seu limite e continua fal
7 de jun.12 min de leitura
bottom of page