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O Que Eu Faço Com o Que Eu Não Sei?
O que as nove passagens anteriores tornaram possível articular são quatro modos de fazer com o não-saber, quatro posturas que não são respostas à pergunta de Clarice mas práticas que a habitam: modos de estar no não-saber que não o eliminam nem o ignoram, que o tomam como material e o trabalham sem pretender dissolvê-lo. Os quatro modos são: habitar, jogar, rezar e escrever. Eles não são exaustivos: há outros modos que este ensaio não alcançou (...).
30 de ago.19 min de leitura


O Que Eu Faço Com o Que Eu Não Sei?
(...) o ambiente tecnológico contemporâneo produz uma intolerância ao vazio que é, em seus efeitos, equivalente a uma proibição do não-saber. Qualquer momento de indeterminação, qualquer pausa, qualquer silêncio, qualquer hesitação, é imediatamente preenchido pelo dispositivo que está na mão: uma notificação, um vídeo, uma mensagem, um artigo. O vazio que poderia tornar-se não-saber produtivo é convertido, antes de poder assumir essa forma, em mais um item da lista de consumo
23 de ago.18 min de leitura
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