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O Que Eu Faço Com o Que Eu Não Sei?
O corpo não é o lugar onde o não-saber ocorre. É o lugar onde o não-saber é: onde ele tem endereço, temperatura, peso. O arc intentionnel de Merleau-Ponty o projeta antes da mente pensar. O quiasma o tece entre o sujeito e o mundo antes de a linguagem separar os dois. A ressonância vivida de Minkowski o mantém vibrando antes de se tornar representação. Os poemas de Herberto Helder e de Adélia Prado o capturam no instante em que ainda não decidiu o que é.
28 de jun.16 min de leitura


O Que Eu Faço Com o Que Eu Não Sei?
Há perguntas que inauguram métodos. Há perguntas que encerram disputas. Há perguntas que se disfarçam de perguntas e são, na verdade, afirmações vestidas de interrogação — a retórica, como Michelstaedter soube, sempre preferiu a pergunta que já contém sua resposta ao risco de uma pergunta verdadeira. E há, por fim, um outro tipo de pergunta: aquela que não espera resposta porque é ela mesma o lugar onde o sujeito se instala, onde a linguagem chega ao seu limite e continua fal
7 de jun.12 min de leitura


Entre a Caverna e o Tao: Contemplação e Ação na Filosofia Ocidental e Oriental — Uma Análise Comparativa entre Platão, Hannah Arendt e as Tradições Asiáticas
Este ensaio empreende uma análise comparativa e crítica entre dois paradigmas fundamentais da filosofia ocidental — a vita contemplativa (bios theoretikos), conforme estabelecida por Platão, e a vita activa, conforme fenomenologicamente reabilitada por Hannah Arendt — investigando como essas tradições estruturam a relação entre pensamento e ação. O estudo examina a hierarquia ontológica que tradicionalmente subordinou a ação política à contemplação da verdade eterna no Ociden
7 de dez. de 202536 min de leitura
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