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O Que Eu Faço Com o Que Eu Não Sei?
Fazer com o não-saber de si, fazer com a multiplicidade, com a dispersão, com a ausência de duplo estável, com o eu que emerge da relação sem jamais fechar sobre si, inclui, portanto, fazer com o tempo: com o tempo que se tem e que não se sabe quanto é, com o eu que se está sendo e que não se sabe completamente o que é, com a vida que se vive e que, como Clarice soube dizer com mais precisão do que qualquer filósofo
9 de ago.19 min de leitura


O Que Eu Faço Com o Que Eu Não Sei?
O não-saber é político antes de ser filosófico, ou antes: é político ao mesmo tempo em que é filosófico, e qualquer teoria que o trate como apenas um desses dois é uma teoria incompleta.
2 de ago.18 min de leitura


O Mistério, Eu e Outros Eus
Há certas perguntas que nos perseguem a vida inteira. "Por que estou triste?" "Por que o a produtividade da empresa caiu 3%?" "Por que o cachorro late para o vento?" A humanidade, desde que se entende por gente, tenta responder. Criou a filosofia, a psicanálise, o brainstorming, os post-its amarelos, os planos de ação, as sessões de terapia às quartas-feiras às dezenove horas.
Não resolveu.
O que nos resta, então? Rir. Ironizar. Escrever.
26 de abr.12 min de leitura


A Indignação Metafísica: Consciência como Testemunha da Vergonha do Cosmos
Este ensaio investiga uma forma de indignação que precede qualquer injustiça particular: a indignação metafísica, entendida como espanto moral diante da própria estrutura do ser que torna possível o sofrimento. A partir de uma análise comparada das tradições filosóficas ocidentais e orientais, argumentamos que a consciência não emerge como privilégio ontológico, mas como testemunha convocada involuntariamente para contemplar o que o universo não consegue ver de si mesmo.
15 de mar.16 min de leitura
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