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O Que Eu Faço Com o Que Eu Não Sei?
Fazer com o não-saber de si, fazer com a multiplicidade, com a dispersão, com a ausência de duplo estável, com o eu que emerge da relação sem jamais fechar sobre si, inclui, portanto, fazer com o tempo: com o tempo que se tem e que não se sabe quanto é, com o eu que se está sendo e que não se sabe completamente o que é, com a vida que se vive e que, como Clarice soube dizer com mais precisão do que qualquer filósofo
há 1 dia19 min de leitura


O Que Eu Faço Com o Que Eu Não Sei?
Fazer com o não-saber feminino, com esse não-saber específico que é ao mesmo tempo condição universal e posição histórica particular, inclui, portanto, fazer com o silêncio herdado: reconhecê-lo não como vazio, mas como reserva; encontrar nele não a ausência de saber mas a presença de um saber que aguarda forma; e dar-lhe, quando possível e ao preço necessário, a forma que lhe foi negada.
26 de jul.17 min de leitura
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